Becca revela em entrevista que está planejando uma nova série de livros e mais!

1

Blooey Singson, do site Bookmarked! teve a oportunidade de ler Black Ice e ainda entrevistar Becca em sua vista à Manila. Em seu blog, ela fez uma review sobre o mais novo livro da autora, onde não faltaram elogios. Na entrevista, Becca falou muito sobre a saga Hush, Hush, sobre Black Ice, revelou quando Sapphire Skies sai e que está pensando em um novo livro, e este possivelmente se transformará em uma nova série. Confira a review e a entrevista traduzidas abaixo:

    No último sábado, eu tive a chance de entrevistar a autora bestseller do New York Times Becca Fitzpatrick, que participou de eventos de autógrafos na National Book Store Glorietta 1 e Ayala Center Cebu no fim de semana.

Becca Fitzpatrick é famosa por sua saga “Hush, Hush”, composta pelos romances Sussurro, Crescendo, Silêncio e Finale. O romance paranormal para jovens adultos é centrado em volta de Nora Grey, que está a fim do misterioso Patch, um anjo caído cujo destino está entrelaçado com o dela. Eu li Sussurro em tempo para a entrevista, e o gênero – mais o tema de anjos caídos – não faz o meu tipo. Como os personagens para jovens adultos são, Nora não foi realmente um destaque para mim e, além da imagem misteriosa, Patch não me pareceu um personagem particularmente simpático. Eu gostei da mitologia – parte do quebra-cabeças foi revelado no primeiro livro, e a pose “mais perguntas do que respostas” que ele dá, eu senti que soltou a âncora suficientemente para os próximos livros. Eu estava apreensiva sobre a leitura do livro porque eu tenho ouvido e lido muitas críticas sobre a série, e enquanto não posso julgar a série inteira com base nesse livro, eu achei que não foi tão ruim, e por ser um romance de estréia, a narração é limpa e muito mais legível em relação aos seus contemporâneos neste gênero popular.

O que eu estava mais animada sobre, na verdade, era o próximo romance da Becca, chamado “Black Ice”, previsto para ser lançando em Outubro. É um thriller para jovens adultos sobre Britt Pfeiffer, que está se preparando para “mochilar” com sua melhor amiga pela Cordilheira Teton em Wyoming, mas acaba sequestrada por dois fugitivos que a forçam a guiá-los para fora das montanhas em troca de sua vida. Um dos fugitivos, Mason, confunde Britt com sua bondade, mas como Britt descobre evidências de assassinatos em série ao longo de toda a trilha, Britt não tem certeza de em quem ela pode realmente confiar. Para a nossa sorte, Becca trouxe mais uma agradável surpresa para nós que estávamos participando do fórum de blogueiros antes de seu evento de autógrafos: ARCs (cópias exclusivas para a divulgação) de Black Ice, o que gerou gritinhos (!) ao redor.

Com base nesse princípio, pensei que Black Ice seria uma oferta única para o gênero de jovens adultos, e eu estava ansiosa para começar – estava na verdade lendo as primeiras páginas enquanto esperava na fila para ter o ARC autografado. Estabeleci-me a ler o livro depois do jantar naquela mesma noite, e não consegui parar de ler. Britt é um personagem sólido, falando em primeira pessoa, mas não neurótica ou ou chorosa, e ela pareceu bem real pra mim. Mason compartilha o apelo misterioso de Patch de Hush, Hush, mas eu acho que Becca fez isso mais graciosamente dessa vez, escolhendo exatamente os momentos certos para mostrar as facetas do caráter do protagonista masculino. A paisagem causou um ajuste perfeito para o romance, também; eu imaginei que as montanhas Teton são bonitas e assustadoras ao mesmo tempo, e o frio que está sendo descrito no romance foi perfeito para condicionar minha mente contra o nosso atual caloroso verão.

Black Ice funciona tanto quanto thriller tanto quanto romance para jovens adultos. Como um thriller, foi bem traçado: as pistas estão em hábeis camadas e a história se move em um ritmo fascinante, mesmo depois da grande revelação. Percebi o jogo logo no início, mas sacar a grande revelação não tirou meu prazer pelo romance. Como romance para jovens adultos, é bem-sucedida, mesmo com os aspectos de “Síndrome de Estocolmo” nele presentes. Além do perigo físico que os personagens enfrentam, o conflito interno de Britt é agravado pela tensão romântica entre os personagens, e a atração emocional do livro é intensificada em torno disso (em outras palavras, oh, os sentimentos!).

Black Ice sai em Outubro, mas você pode ler um preview no site da Becca. Há também uma playlist para Black Ice, que definitivamente empolgou a experiência de leitura para mim (mesmo com Taylor Swift e Miley Cyrus tocando lá :P)

IMG_2000.jpgIMG_2000.jpgIMG_2000.jpgIMG_2000.jpg

***

Entretanto, aqui está a transcrição da minha entrevista com Becca Fitzpatrick:

  • Como é que esta viagem para as Filipinas se materializou?

Em fevereiro, a National Book Store me convidou para fazer uma turnê de livros aqui, e eu fiquei muito animada, pois, há anos, meus fãs Filipinos vêm me dizendo no Twitter “Por favor, venha pra cá”, e foi muito bom poder dizer “Sim, claro, estou chegando!”.

  • Como você começou a escrever?

Eu me lembro que quando era uma menininha, eu queria ser escritora, mas só porque eu vi o filme “Tudo Por uma Esmeralda”, onde a personagem principal é uma escritora de romances, e eu queria que a minha vida fosse como a dela. Ela caça tesouros e se apaixona por um cara bonito. Eu me lembro de querer isso, mas não considerei escrever como uma coisa séria até meu aniversário de 24 anos, que foi quando o meu marido me surpreendeu ao me matricular em uma classe de redação como presente de aniversário.

  • Acredito que você tinha uma carreira diferente?

Na faculdade eu estudei Saúde, que foi uma espécie de formação inútil (risos); eu realmente não fiz nada com isso. Escrever foi uma grande mudança à partir daí.

  • Mas você continuou a escrever mesmo assim?

Enquanto ia crescendo, em todo o meu caminho durante os anos de faculdade, eu sempre escrevi em meu diário. Eu gostava de ir para casa à noite e registar todas as coisas que tinham acontecido comigo e o que eu tinha notado sobre as pessoas, mas sim, eu não comecei escrevendo ficção. Eu escrevia histórias como uma menininha aqui e ali mas não escrevi a sério até que fui colocada nessa classe.

  • Então Sussurro foi um produto dessa classe? Foi um processo guiado?

Eu me lembro de terminar de escrever um projeto para essa classe, mas continuei a reescrever Sussurro por cinco anos após essa classe antes que o livro fosse vendido.  Recebi mais de uma centena de cartas de rejeição de editoras durante este período. Continuei enviando cartas e revisando o livro e finalmente encontrei minha agente, e ela apresentou-o aos editores. Foi muito interessante, porque depois de cinco anos ouvindo “A história não é boa o suficiente”, de repente, alguém a queria. Simon & Schuster nos EUA comprou o livro.

  •  Como você criou a mitologia para a série?

Quando eu estava no ensino médio, eu li O Antigo Testamento, e nefilins e anjos caídos são ambos mencionados lá. Eu senti que tinha essa fundação para a história com base do que tinha lido na Bíblia, e então o resto eu meio que usei apenas minha imaginação sobre como aplicar essas criaturas míticas no mundo moderno.

Quando escrevi o primeiro rascunho, não havia anjos caídos, mas Patch era um dos personagens principais, ele sempre foi o herói da história. Eu sabia que ele tinha um segredo profundo, escuro, como se ele fosse um bad boy. Eu sabia que havia algo sobre ele mas ainda não havia descoberto o que era. Como o rascunho foi se desenvolvendo, eu ficava pensando, o que o levou a tornar-se esse bad boy? E então me lembrei que os anjos caídos foram os bad boys originais; eles foram os primeiros a serem expulsos do céu, e isso parecia ser uma ajuste perfeito para o personagem.

  • Onde você estava quando descobriu que entrou para a lista de mais vendidos do New York Times?

Eu estava dirigindo. Vivo no Colorado e eu estava dirigindo para Utah, então estava em algum lugar em Wyoming quando recebi a ligação de que entrei para a lista. Foi um momento surreal. Eu lembro de ficar chocada, e gritando, e perguntando: “Isso é real?”. Foi uma loucura.

  • Como sua vida mudou desde então?

Eu sinto que agora tenho uma carreira, e minha editora tem sido muito favorável – eles estão interessados em novos livros. Quanto à minha vida pessoal, ela não mudou tanto assim. Eu ainda sou mãe, eu ainda sou mulher, ainda tenho amigos e faço coisas com eles. A vida é muito normal, mas uma das grandes mudanças é que eu tenho oportunidades de viajar, e eu viajo o tempo todo, o que é realmente maravilhoso. Eu nem sequer tinha um passaporte antes de publicar meu primeiro livro, e agora ele está cheio de selos de todo o mundo. É realmente emocionante viajar e conhecer pessoas que amam os livros – essa é a melhor parte. É incrível o fato de que um livro que você passou mais de cinco anos escrevendo têm pessoas de todo o mundo que o amam e o compartilham com seus amigos. É realmente gratificante.

  • Descreva seu processo de escrita.

Eu gosto de fazer esboços, então eu sempre faço um antes de começar a escrever; isso sempre me ajuda a permanecer na linha e não ter um bloqueio de escritor [perda temporária da habilidade de continuar gerando conteúdo, geralmente por falta de inspiração ou criatividade]. Escrevo durante o dia enquanto meus filhos estão na escola. Geralmente levo um ano para escrever e editar um livro.

IMG_0381.jpgIMG_0381.jpgIMG_0381.jpgIMG_0381.jpg

  • Como você lidou com a pressão, especialmente porque seus livros tornaram-se populares?

Não muito bem. Crescendo, o segundo livro, foi o mais difícil. Havia tanta pressão sobre mim para fazer esse livro bom, e lembro-me de escrevê-lo e enviá-lo à minha editora e ela não gostar nada. Ela disse que eu precisava descartar aquele rascunho e começar de novo. Isso foi realmente desmoralizante, porque eu estava em uma crise de tempo, e ela não gostou do livro. Então, eu reescrevi o livro, e uma vez que passei por isso, depois de terminar Crescendo, eu senti como se nenhum outro seria tão difícil como esse. Eu me senti como se estivesse na pior parte da escrita. Durante o processo de escrita Crescendo, houve um momento em que ficou tão duro que eu disse à minha agente que nunca mais escreveria outro livro, que Crescendo seria o último.

  • Então, isso significa que você não planejou a escrever os quatro livros?

Não, eu havia planejado apenas um, e em seguida, minha editora pediu uma sequência então escrevi Crescendo. Depois de Crescendo e seu árduo trabalho de reescrita, percebi que ok, o pior já tinha passado, e eu estava tão apaixonada com os personagens que queria continuar.

  • Lauren Kate veio aqui há alguns anos e mencionou que vocês são amigas. Como aconteceu, escrevendo séries sobre o mesmo assunto e o mesmo subgênero? Vocês foram capazes de ler os livros uma das outras, comparar notas?

Não, nós não comparamos notas. Os livros saíram em momentos diferentes, e as pessoas devem ter dito “Oh, elas claramente se copiaram”. O bom foi os livros terem saído com alguns meses de diferença, então eu não estava preocupada se ia ter um monte de comparações.

  • Tem uma adaptação cinematográfica do seu livro chegando, já temos alguma data?

Eu não sei de nenhuma data, a última coisa que soube é que eles tem o roteiro pronto; isso é tudo que eu sei sobre isso.

  • Você não está envolvida com o filme?

Não estou. Eu adoraria visitar o set quando eles começarem a produção, mas eles que decidem.

  • Seu livro também foi adaptado para graphic novel, como isso aconteceu?

A editora do graphic novel me procurou para falar sobre fazermos um livro e o mais legal sobre o processo foi quando eles estavam fazendo os rascunhos iniciais do Patch, eles me enviaram os desenhos para que pudessem ser postados no meu site e os fãs poderiam dar uma resposta do que acharam, então eles ajustariam de acordo com as opiniões dos fãs. Eu senti que era como se os fãs pudessem moldar como Patch e Nora seriam no graphic novel, e isso o faz ser especial pra eles.

  • Como você se sente com o seu trabalho sendo adaptado para estes diferentes meios de comunicação?

É emocionante, porque isso significa que ele vai chegar a mais leitores. Há pessoas que gostam de graphic novels e eles vão conhecer a história por este modo, e se torna-se um filme, há pessoas que vão conhecer sobre a história de Patch e Nora dessa forma.

  • Como você se sente sobre e-books?

Meu marido e filhos são grandes leitores de e-books, mas eu ainda prefiro os livros físicos. Eu gosto de meus livros. Então nós temos muitos em nossa casa.

  • Lê fan fictions?

Eu não leio fan fictions, mas não me oponho à elas; as pessoas são bem-vindas para escreverem o que quiserem.

  • Falando em livros, o que você cresceu lendo? Quais são seus livros favoritos?

Eu amei os livros de “Os Pioneiros”. Qualquer coisa do Roald Dahl, eu amei “As Bruxas” e “Matilda”. No ensino médio, nós não tínhamos ficções para jovens adultos como temos agora, então eu li um monte de clássicos: “O Morro dos Ventos Uivantes”, Charles Dickens.

  • Quais livros você está lendo agora? Quem são seus autores favoritos?

Ooh, eu amo Sandra Brown, que escreve suspense romântico. Diana Gabaldon, eu amo sua série “Outlander”. Quanto ao jovem adulto, livros de Aprilynne Pike e eu adorei Divergente, juntamente com o resto do mundo.

  • Por que você acha que há um monte de livros sobre jovens adultos, como Divergente, que se tornam tão populares mesmo fora de sua faixa etária alvo?

Acho que é porque as pessoas estão realmente apaixonadas por esses livros, e eles contam aos seus amigos, e seus professores e seus pais. E a palavra boca a boca cria um incêndio que varre através das pessoas. Também, porque esses livros são parte da cultura pop, quando você está por dentro e pode falar sobre esses livros, isso o coloca dentro da multidão.

  • Você está preparando novos livros?

Black Ice  sai em Outubro deste ano. Trata-se de uma menina de 17 anos de idade chamada Britt, que vai de mochila para as montanhas Teton com sua melhor amiga. Enquanto elas estão no alto das montanhas, elas são raptados por dois fugitivos e em troca de suas vidas, as meninas concordam em orientar esses fugitivos para fora das montanhas. Britt começa a se apaixonar por um de seus raptores, então há um pouco de uma “Síndrome de Estocolmo” acontecendo lá. Não há elementos paranormais, mas da mesma forma como em Hush, Hush, onde os leitores nunca têm certeza se eles podem confiar em Patch, que é o bad boy perigoso, um dos raptores de Britt, você nunca tem certeza se ele é bom ou mau, ele é definitivamente um bad boy.

  • O que fez você decidir sair do paranormal neste livro?

Eu vou te falar um pequeno segredo: o primeiro esboço de Black Ice tinha elementos paranormais. Minha editora o leu e sentimos fortemente que precisávamos cortar essas coisas. Eu não estava percebendo que estava fazendo uma mudança, pensei que eu ainda estava escrevendo uma história paranormal. Foi na edição que ele foi retirado.

  • Você tem outros livros planejados?

    Eu tenho um outro livro que sai em Outubro de 2015 chamado Sapphire Skies e é um livro para jovens contemporâneo e independente. Agora que terminei este, estou pensando em uma nova história que será possivelmente uma série.

  • De onde você tira inspiração para seus personagens? Eles são modelados em alguém em particular?

Quase sempre eles são. Muitas vezes eu volto a ler os diários que eu escrevi no ensino médio para obter ideias para meus personagens e enredos. Eu definitivamente roubo da vida real.

  •  Qual é o seu conselho para jovens escritores, especialmente aqueles que querem escrever jovens adultos?

Em primeiro lugar, eu diria que ter um grupo de crítica. Ele pode ser on-line, pode ser através de sua livraria local. Basta ter pessoas que podem ler o seu trabalho e dar-lhe comentários é inestimável. Além disso, quando você está passando os altos e baixos de tentar ser publicado, você tem o apoio deste grupo.

Também gostaria de recomendar a leitura, tanto quanto você puder , em todos os gêneros diferentes. Todos os gêneros, se tratando de horror, ficção científica ou fantasia, todos eles me ensinaram algo importante sobre a criação de uma história.

Por último, eu diria, ser persistente. Rejeição faz parte do jogo, isso acontece com todos, então deixe isso pra lá, acredite em você mesmo e continue indo.

***

Foi ótimo se encontrar com Becca Fitzpatrick, e ela estava tão entusiasmada por estar no país, me falando sobre o quanto ela amava o sol de verão na pele e a abundância da sua fruta favorita: manga 😛

 Recently-Updated2.jpgRecently-Updated2.jpgRecently-Updated2.jpgRecently-Updated2.jpg

Muitas novidades nessa entrevista! Quem aí está ansioso pela nova série da Becca?

 

Fonte | Tradução feita pelo HushHushers. Não reproduza sem os devidos créditos!


« | »

Leave a comment